Sem dizer avonde…

O dois de Abril em Tavira mais pareceu um dia de Carnaval. Se, neste, é preciso imaginação, no «Dia das Mentiras» a piada tornou-se real, capaz de ficar na história da cidade.

Tudo aconteceu porque o «Postal» da terra noticiou de véspera que, na segunda-feira, o “Tó Zé” e o “Reinaldo” iam “dar o nó” no Registo Civil, para “celebrar a aprovação da nova lei” de protecção aos homossexuais.

Foi um reboliço de “mirones”, televisões e repórteres, todos-à-uma pela novidade.

Na pressa, ninguém reparou que o 1º de Abril passara no domingo, um dia antes…

Claro que não houve “noivos” e muito menos boda!

Mas, pelos sorrisos amarelos de muita gente, estou em crer que, de facto, houve alguns arrependidos…

Aliás, seria um “casório” bem noticiado!

Sem dizer avonde…

Li na imprensa do dia um anúncio do Ministério do Trabalho e da Segurança Social sobre a abertura de um concurso público para alienação de obras de arte.

E, talvez porque sou leigo nestas coisas ou nestes negócios, pensei de imediato que muito mal de massas deve andar o Estado para desfazer-se das suas relíquias ou das peças que, embora presumivelmente velhas, deveriam ser de estimação.

É certo que o Estado tem vindo a vender de tudo um pouco, desde empresas que sempre foram suas ou herdadas da política pontual, a quartéis, sem que isso me tocasse as pituitárias de modo tão agressivo… Mas obras de arte?!

Sei que os encargos são muito grandes agora, numa altura em que, nas rodovias, há obras-d’arte em queda e quando não há dinheiro que chegue para calar o zé-pagode… Mas, vender assim o recheio da casa, dever doer a sério!

Que ao menos os ricaços compradores as saibam estimar e não façam apenas uma compra a metro ou a quilo, lá porque o Estado parece estar nas lonas!

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